sábado, 12 de janeiro de 2019

Ramos – Incompleto Organismo de Heleno Pinhal


Há fins-de-semana em que o acordar solarengo nos joga para o mercado dos produtos da zona. Há dias destes onde cheios de vida despertamos à procura de comida. Haverão manhãs sórdidas que projectam sábados soltos por liberdades permitidas. Haverão horas de azáfama emocional em que assim sinto no meu plexo solar; flores a saírem do meu peito embrulhadas nos desenhos feitos pela empregada de mesa que oitifica o seu percurso.
Treze horas e oito minutos e os seres despertam o gosto de se incensarem com o sentir-tudo-sem-chicotes; tropeçam, resva-lam, grasnam, respigam e sacodem as gentes à sua volta com larvas avinhadas e ajaezadas pela má digestão do quotidiano. Morcegas esgazeadas, tapetes simuladores e cutelos desviados é o que por vezes vejo nestes ramos agora finalizados.

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