segunda-feira, 26 de novembro de 2018

XXIII. Aforismo um Adaptado ao seu Resultado - Covilhã Viperina


Numa universidade livre apareceu um dia um aluno que ao toque singelo de estranhos resultados esforçou-se para superar as suas dificuldades.
À noitinha as estrelas entravam pelas janelas do seu quarto sobrepondo-se ao estudo daquele aluno fracassado.
Com tantas leituras esse estudante compreendeu a importância das Ciências Humanas e tudo indicava um futuro próspero. Atraídos pelo seu progresso apareceram professores que pouco a pouco tentaram plantar flores, trepadeiras e enterram bolbos uns mais profundos que outros. De início este estudante não encontrou necessidade de tantas teorias, mas estudou com afinco ao ouvir os seus mestres convictos da importância de tais conhecimentos.

Não durou muito tempo para este aluno começar a perder a noção do dia e da noite. A confusão acomodou-se, com direitos e sem deveres, no pensamento desse jovem, havia tantas filosofias a estudar que era impossível admirar o seu conteúdo e compreender a sua aplicação prática, mas ele lá as ia aprendendo estudando diariamente.

Passados quatro meses quando foi avaliado reparou que devia ter cuidado com o exagero do seu esforço em especial quando a triste nota da sua avaliação não coincide com aquele trabalho. Era tarde, as notas estavam lançadas e naturalmente verificou que o quinze atribuído às suas noites em claro de modo algum avaliava corretamente o que acabara de elaborar.

Foi ao olhar a sua nota numa pauta antiquada que compreendeu, desiludido, que deveria era ter feito um trabalho normal.

Fechou os livros que comprara, arrumou-os numa caixa de sapatos no andar de baixo e começou de novo a escrever como sempre foi seu costume para si próprio.

Domingo, 25 de Janeiro de 2004, 11:43:57, Covilhã

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