sábado, 24 de novembro de 2018

0. Prefação - Covilhã Viperina

Anoto ou peço para me lembrarem. Rasgo a lista várias vezes para fazer outra mais tarde e em voo rasante escambro asas predestinadas com todo o meu talento. Sei que é um escambrar diferente, mas quem vai entender esta cascata de emoções que todos temos cá dentro?

Prefação

Por vezes, sentado em qualquer espaço ou até mesmo quando desço as estreitas vielas da cidade que diariamente contemplo, surge uma ideia vinda de uma infância minada pelo sonho de ser inventor. É algo tão preciso, tão consistente que sou incitado a executá-lo imediatamente. São ideias claras que fazem o meu menino instigador, inovador e idealista balbuciar gritos estridentes de alegria por avistar um vaso de emoções novas, fortes e imanentes. Aproprio-me de todas estas ideias e bebo o seu suco criado por uma suposta influência mágica. Enfado os dedos no intervalo do meu cansaço e sobre o domínio dessa influência fico mais realista. Só a escrita depura um vate!

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