sexta-feira, 10 de maio de 2019

Privilégio - corpo de água poesia heleno pinhal


clareira acre enaltecida
lustre bruma burguesia
massacre na despida
vulgo vulto em mar e azia.

estou a meio do verso
abro os olhos e a mente
sou um homem de regresso
que escreve consciente.

sucumbir nesta linha
esquecer a anterior
tolstoiano com mania
ser humano é ser primor.

paro e embalo um movimento
risco calmo no joelho
claro que calo o atrevimento
tolo colmo tonto espelho.

agarro na fita métrica
com ela escrevo medido
quadra quente diaforética
líricos todos em sentido.

procuro fugir ao sono
mas apanho-o ciumento
o meu corpo é o meu trono
e não durmo estou atento.

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